O Superior Tribunal de Justiça negou na quarta-feira, 1º de julho de 2026, o habeas corpus protocolado pela defesa da influenciadora Deolane Bezerra. A decisão, proferida pelo ministro Ribeiro Dantas em segredo de Justiça, mantém a prisão preventiva da digital influencer investigada por suposta lavagem de dinheiro em favor do Primeiro Comando da Capital. O despacho não foi divulgado publicamente e reforça a continuidade das medidas cautelares aplicadas no âmbito da Operação Vérnix.
A solicitação visava a liberdade da influenciadora digital, mas foi rejeitada de forma monocrática. O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil acompanharam o processo e defenderam a manutenção da prisão com base em elementos colhidos durante as investigações. A negativa ocorre dois dias antes da data atual, consolidando a posição do tribunal superior sobre o caso.
Contexto das investigações
Deolane Bezerra é acusada de realizar movimentações financeiras expressivas que, segundo as autoridades, beneficiariam a facção criminosa liderada por Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola. A Operação Vérnix identificou conexões entre a influenciadora e membros da cúpula do PCC, o que motivou a prisão preventiva decretada anteriormente. As apurações continuam em sigilo e envolvem análise de transações bancárias e comunicações interceptadas.
Os investigadores destacam que os valores movimentados seriam incompatíveis com a renda declarada pela investigada. O processo tramita em segredo de Justiça, o que impede a divulgação de detalhes adicionais sobre as provas apresentadas. A defesa, por sua vez, sustenta a inocência da cliente e já anunciou que avaliará recursos cabíveis.
Desdobramentos processuais
Com a manutenção da prisão, Deolane Bezerra permanece sob custódia enquanto as investigações da Operação Vérnix avançam. O Superior Tribunal de Justiça não estabeleceu prazo para nova análise do pedido, deixando a situação da influenciadora digital sujeita às próximas etapas do inquérito. Autoridades de São Paulo indicam que mais diligências estão programadas para os próximos dias.
O caso atrai atenção pública devido à repercussão nas redes sociais e ao envolvimento de uma figura conhecida no ambiente digital. O tribunal superior reitera que decisões em habeas corpus são tomadas com base em critérios legais estritos, sem influência de fatores externos. O processo segue seu curso normal na Justiça paulista.