A psicóloga Eusa Belotti alertou pais e responsáveis sobre os riscos de criar filhos dependentes e sem autonomia, fenômeno que ela classifica como formação de “parasitas emocionais e financeiros”. Durante entrevista no programa Conexão Rondoniaovivo, apresentado pelo jornalista Ivan Frazão, a especialista destacou que o excesso de telas, a superproteção e a ausência de limites estão gerando jovens frustrados, ansiosos e mais vulneráveis a problemas de saúde mental.
O alerta chega em momento em que muitos pais trocam a presença real pela entrega de dispositivos eletrônicos. Crianças e adolescentes passam longos períodos isolados com celulares, tablets e videogames, sem desenvolver habilidades sociais, emocionais e de resiliência necessárias para a vida adulta.
Consequências do uso excessivo de telas
Belotti explicou que o tempo prolongado diante das telas reduz o contato com a realidade e com outras pessoas, fragilizando a saúde mental dos jovens. Ela observou que essa rotina contribui para o aumento de casos de depressão e ansiedade, além de preparar o terreno para adultos que não assumem responsabilidades.
Os pais estão trocando a presença real por telas. Crianças e adolescentes passam horas sozinhos com celulares, tablets e videogames, sem desenvolver habilidades sociais, emocionais e de resiliência. Quando chegam à vida adulta, não sabem lidar com frustração, responsabilidade ou esforço.
Eusa Belotti
Segundo a psicóloga, o resultado é a formação de adultos que esperam que o mundo gire em torno deles, como acontecia em casa. Muitos não trabalham, não estudam e continuam dependendo financeiramente dos pais, mesmo após os 30 ou 40 anos.
Como preparar filhos para a autonomia
Belotti recomendou que os pais estabeleçam diálogo aberto, imponham limites claros e estimulem a autonomia desde cedo. Ela enfatizou que o amor verdadeiro não significa atender todos os desejos, mas preparar a criança para viver de forma independente.
Amor não é dar tudo. Amor é preparar o filho para viver sem você.
Eusa Belotti
A especialista concluiu que a combinação de superproteção e ausência de regras cria indivíduos menos preparados para lidar com frustrações e desafios reais, reforçando a necessidade de mudanças no estilo de criação atual.