A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, uma operação que resultou no cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão em Porto Velho. A ação, realizada em parceria com a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Polícia Penal do estado, bloqueou cerca de R$ 30 milhões em bens e valores ligados a um grupo investigado por lavagem de dinheiro oriundo de fraudes eletrônicas.
Detalhes da operação em Porto Velho
Os mandados foram executados de forma coordenada nas primeiras horas da manhã. Agentes apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos e veículos que podem servir como prova no inquérito. O bloqueio de contas bancárias, criptoativos, embarcações e automóveis de alto valor faz parte das medidas para impedir a dissipação do patrimônio.
A investigação aponta que os recursos lavados provinham de esquemas de phishing e clonagem de contas bancárias. Os valores eram convertidos em criptomoedas e aplicados na aquisição de bens de luxo, dificultando o rastreamento pelas autoridades.
Esquema de lavagem de capitais
Segundo os investigadores, o grupo utilizava uma estrutura complexa para integrar os valores ao mercado formal. A conversão em criptoativos permitia movimentações rápidas e transfronteiriças, típicas desse tipo de crime financeiro. A operação busca desarticular essa rede e recuperar os ativos obtidos de forma ilícita.
Participaram da ação equipes especializadas das quatro corporações envolvidas, o que garantiu o cumprimento simultâneo dos mandados em diferentes endereços da capital rondoniense. Nenhum confronto foi registrado durante as diligências.
Próximos passos da investigação
Os presos permanecem à disposição da Justiça e serão interrogados nos próximos dias. As autoridades continuam analisando os materiais apreendidos para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas das fraudes eletrônicas. O trabalho de inteligência segue em andamento para mapear toda a cadeia criminosa.