A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) revelou que o endividamento e a inadimplência das famílias brasileiras se estabilizaram em junho de 2026, com sinais de que o poder de compra pode se recuperar ainda este ano, especialmente entre os grupos de menor renda.
A pesquisa, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) entre os dias 1º e 6 de junho nas capitais brasileiras, registrou endividamento em 78,0% e inadimplência em 29,4%. O tempo médio de atraso nos pagamentos ficou em 63,4 dias, com queda observada principalmente entre as famílias de baixa renda.
Ambiente de crédito mais favorável
O resultado reflete um cenário de crédito menos pressionado, impulsionado pela trajetória de queda dos juros. Economistas destacam que essa condição tem contribuído para a melhora gradual na saúde financeira do consumidor brasileiro, reduzindo a pressão sobre os orçamentos domésticos.
Os dados indicam que a inadimplência entre famílias de menor renda apresentou recuo, o que reforça a expectativa de retomada do consumo nos próximos meses. A estabilização ocorre após períodos de maior aperto no acesso ao crédito.
Indícios de recuperação do poder de compra
A PEIC de junho traz indícios de que o poder de compra das famílias pode ser recuperado ainda em 2026, especialmente para as de menor renda.
Izis Ferreira
Segundo a análise, a combinação entre juros mais baixos e a redução do endividamento entre os grupos mais vulneráveis cria condições para que o consumo se fortaleça até o final do ano. A CNC avalia que o movimento é gradual, mas consistente.
A estabilização do endividamento e da inadimplência, especialmente entre as famílias de menor renda, sinaliza uma melhora gradual na saúde financeira do consumidor brasileiro.
Izis Ferreira
Os números da PEIC de junho consolidam uma visão positiva para o segundo semestre, ainda que o ritmo de recuperação dependa da continuidade da queda dos juros e da manutenção do emprego.