A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 2 milhões em dinheiro vivo durante operação recente em Porto Velho e incluiu o motorista apelidado de Sapinho, funcionário ligado ao deputado federal Maurício Carvalho, no foco das apurações. As investigações apontam para movimentação irregular de recursos sem declaração, o que agrava as suspeitas sobre práticas no entorno do parlamentar. O inquérito segue em andamento e já alcança pessoas próximas ao gabinete.
Operação policial expõe valores em espécie
A interceptação do montante ocorreu na capital rondoniense e colocou imediatamente o motorista no centro das atenções da Polícia Federal. Autoridades tratam o caso como possível esquema de ocultação de valores, o que reforça o tom negativo da investigação. O apelido Sapinho passou a circular nos autos como referência ao envolvimento direto do funcionário.
Integrantes do gabinete do deputado Maurício Carvalho também foram citados nas diligências, ampliando o alcance das buscas. A operação recente evidencia falhas no controle de recursos públicos e privados associados ao parlamentar. A apreensão de tal quantia em espécie chama atenção pela falta de justificativa formal.
Suspeita de atuação como testa de ferro
Investigadores apontam que o motorista poderia servir como intermediário na circulação de valores não declarados ligados ao entorno do deputado. Essa hipótese negativa pesa sobre a imagem do gabinete e levanta questionamentos sobre a origem dos recursos. O inquérito em curso busca esclarecer responsabilidades e possíveis ligações com outros envolvidos.
A Polícia Federal mantém sigilo sobre detalhes adicionais, mas a inclusão de pessoas ligadas ao parlamentar indica que as apurações não param por aí. O caso em Porto Velho reforça preocupações com transparência no uso de verbas e movimentações financeiras no âmbito político. Novas etapas da investigação devem trazer mais elementos nos próximos meses.