Dois médicos do Hospital Municipal de Ji-Paraná relataram terem sido ameaçados por familiares de uma gestante durante o atendimento médico na manhã de sábado, 4 de julho de 2026. A paciente, com cerca de oito semanas de gravidez e quadro de hemorragia, chegou acompanhada pelo esposo e pela sogra, que demonstraram insatisfação com o tempo de espera pelos exames. A equipe médica sentiu-se intimidada pelas declarações dos parentes, o que prejudicou o andamento dos procedimentos.
A Polícia Militar foi acionada ao local e registrou a ocorrência. Os profissionais de saúde descreveram que a pressão exercida pelos familiares interferiu diretamente na avaliação clínica da gestante.
Pressão de familiares durante o atendimento
Segundo as denúncias, o esposo e a sogra da paciente cobraram maior rapidez nos exames e nas decisões médicas. As declarações foram interpretadas pela equipe como ameaças veladas, gerando desconforto e atraso no cuidado necessário.
O hospital atende casos de urgência obstétrica diariamente, e a demora nos resultados de exames é comum em períodos de alta demanda. No entanto, a tensão criada pelos acompanhantes complicou a situação para os dois médicos envolvidos.
Medidas adotadas após o registro do caso
Com a chegada da Polícia Militar, os familiares foram orientados sobre os limites do comportamento em ambiente hospitalar. O boletim de ocorrência foi lavrado e a investigação segue em andamento para apurar as alegações de ameaça.
A direção do Hospital Municipal de Ji-Paraná reforça a importância de diálogo respeitoso entre pacientes, familiares e profissionais de saúde. O caso evidencia os desafios enfrentados por equipes médicas em situações de estresse emocional.