Escavações em andamento no Sítio Arqueológico Candelária, localizado na zona rural de Porto Velho, trazem novas revelações sobre a ocupação humana na região ao longo de séculos. O Grupo de Pesquisa em Arqueologia e Ambiente da Universidade Federal de Rondônia intensifica os trabalhos com metodologias geoarqueológicas e de paleobotânica para recuperar artefatos cerâmicos, líticos e evidências de atividades cotidianas. As visitas guiadas, abertas ao público, ocorrem neste domingo, 5 de julho de 2026, e na segunda-feira, 6 de julho.
Investigações ampliam compreensão da história regional
O projeto coordenado pela arqueóloga Dra. Gabriela Martin conta com a participação de estudantes de graduação e pós-graduação. As escavações buscam reconstruir a trajetória de Porto Velho desde períodos pré-coloniais até as ocupações ligadas à borracha e à estrada de ferro. Os pesquisadores aplicam técnicas que permitem mapear interações entre populações antigas e o ambiente local.
Os achados incluem fragmentos cerâmicos e ferramentas líticas que indicam diferentes fases de uso do território. Essas evidências ajudam a compreender como grupos indígenas e posteriores colonizadores se adaptaram à floresta amazônica. O trabalho também reforça a importância da preservação do patrimônio cultural para as gerações futuras.
Visitas guiadas abrem sítio ao público
Nos dias 5 e 6 de julho de 2026, moradores e visitantes podem acompanhar de perto o andamento das escavações. As atividades educativas visam conscientizar a sociedade sobre a necessidade de proteger sítios arqueológicos ameaçados por ações humanas ou naturais. A iniciativa integra pesquisa científica e extensão universitária.
Estamos encontrando artefatos cerâmicos, líticos e evidências de atividades humanas que podem revelar como as populações indígenas e, posteriormente, os grupos que chegaram com a borracha e a estrada de ferro, interagiam com o ambiente
Dra. Gabriela Martin
Metodologia combina ciência e educação
As análises laboratoriais complementam o trabalho de campo e permitem datar os materiais com maior precisão. Estudantes envolvidos no projeto desenvolvem habilidades práticas enquanto contribuem para o conhecimento sobre a pré-história e a história recente de Rondônia. O esforço contínuo desde a década de 1980 consolida o Sítio Arqueológico Candelária como referência para estudos na Amazônia.