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Célio Lopes propõe gestão compartilhada para lagos do rio Jamari

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Lagos do rio Jamari na Amazônia, proposta de gestão compartilhada.
Lagos do rio Jamari na Amazônia, proposta de gestão compartilhada.

O pré-candidato a deputado federal Célio Lopes (MDB) defendeu, em Ariquemes, a implantação de um modelo de gestão compartilhada para os lagos das usinas hidrelétricas do rio Jamari. A iniciativa busca conciliar a geração de energia com o uso sustentável dos reservatórios por pescadores, aquicultores e turistas, superando as restrições atuais impostas pela Aneel e pelas concessionárias.

Proposta de zonas sustentáveis no Jamari

A sugestão envolve a delimitação de áreas específicas para pesca, aquicultura e turismo controlado, construída em parceria com órgãos reguladores, empresas e a comunidade local. O plano prevê apoio federal caso o candidato seja eleito. Moradores e pescadores da região relatam que as normas vigentes tratam o lago como espaço proibido, limitando o desenvolvimento econômico de Ariquemes.

O lago é um patrimônio de Rondônia. Não podemos transformar essa riqueza em um espaço proibido para a população

Célio Lopes

A proposta também inclui a participação de órgãos ambientais para garantir que as atividades não afetem a produção energética. O objetivo é transformar o reservatório em fonte de emprego e renda sem comprometer a segurança das operações das hidrelétricas.

Gestão compartilhada para gerar emprego

Segundo o pré-candidato, o modelo atual afasta a população das áreas de influência das usinas. Ele defende que pescadores, empreendedores e visitantes sejam reconhecidos como parceiros no desenvolvimento regional. A gestão compartilhada permitiria o uso ordenado do lago, com regras claras definidas em conjunto com todos os envolvidos.

Precisamos de uma gestão compartilhada que permita o uso sustentável do reservatório, gerando emprego e renda sem comprometer a produção de energia

Célio Lopes

Além disso, a iniciativa prevê a criação de comitês locais para monitorar as atividades e ajustar as normas conforme a realidade da região. Essa estrutura buscaria reduzir conflitos entre a operação das usinas e o cotidiano das comunidades ribeirinhas.

Parceria com comunidade e órgãos reguladores

Célio Lopes destacou que o distanciamento entre as concessionárias e a população precisa ser superado. Ele afirmou que o pescador e o turista não devem ser vistos como invasores, mas como aliados no desenvolvimento sustentável do rio Jamari. A proposta será apresentada a órgãos federais e estaduais para viabilizar as mudanças necessárias.

O que vemos hoje é um distanciamento. O pescador, o empreendedor e o turista são tratados como invasores, quando na verdade são parceiros no desenvolvimento sustentável

Célio Lopes

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