A prática de atear fogo em terrenos baldios para eliminar o mato continua gerando indignação entre moradores dos bairros Orleans, Parque Brasil e regiões próximas em Ji-Paraná. A fumaça resultante invade residências, deposita fuligem em móveis, pisos e paredes, e obriga famílias a manter portas e janelas fechadas por longos períodos. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias são os mais afetados, relatando crises alérgicas, tosse, falta de ar e irritação nos olhos e garganta.
Transtornos diários enfrentados pela população
A fumaça densa cobre superfícies internas das casas e dificulta a ventilação natural. Moradores precisam limpar diariamente os ambientes para remover a fuligem acumulada. Essa situação se repete sempre que terrenos baldios são queimados sem autorização ou sem medidas de contenção.
Além do desconforto imediato, a prática impede o uso de áreas externas e afeta a qualidade de vida de quem reside nas proximidades. Famílias com crianças pequenas ou idosos relatam maior dificuldade para manter a rotina normal durante os episódios de queima.
Alternativas eficazes à queima de mato
Existem métodos adequados para a limpeza de terrenos baldios que não envolvem fogo. O uso de roçadeiras, capina manual ou contratação de serviços especializados evita a produção de fumaça e reduz riscos de incêndio descontrolado. Essas opções preservam a saúde da vizinhança e cumprem a legislação ambiental vigente.
Autoridades locais orientam os proprietários a adotarem práticas seguras para evitar multas e transtornos à comunidade. A conscientização sobre os danos causados pela queima irregular é considerada essencial para reduzir os casos recorrentes nos bairros citados.