O governo federal anunciou na quinta-feira, 16 de julho de 2026, um pacote de apoio financeiro e fiscal destinado aos setores exportadores brasileiros mais afetados pelas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos. A medida, apresentada pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, busca mitigar os impactos sobre as exportações de aço, alumínio, automotivo e têxtil. As ações incluem linhas de crédito e incentivos fiscais, além da análise da aplicação da Lei da Reciprocidade para eventuais respostas equivalentes.
Pacote de medidas para setores afetados
O anúncio ocorreu em Brasília e visa proteger a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional. Os setores de aço, alumínio, automotivo e têxtil foram destacados como os mais vulneráveis ao aumento tarifário norte-americano. Linhas de crédito especiais e incentivos fiscais compõem o núcleo das ações imediatas, com o objetivo de preservar empregos e manter o fluxo de exportações.
As medidas financeiras serão direcionadas prioritariamente às empresas que comprovem perdas decorrentes das novas tarifas. O governo federal reforça que o diálogo com os Estados Unidos permanece aberto, mas prepara alternativas caso as negociações não avancem.
Avaliação da Lei da Reciprocidade
Paralelamente ao pacote de apoio, o governo avalia a aplicação da Lei da Reciprocidade para adotar tarifas equivalentes sobre produtos americanos. Essa possibilidade é vista como instrumento de defesa comercial, sem descartar o caminho diplomático. A decisão final dependerá da evolução das conversas bilaterais nos próximos dias.
Não vamos nos omitir. Vamos proteger nossos exportadores e buscar o diálogo, mas também estamos preparados para adotar medidas equivalentes se necessário
Geraldo Alckmin
Até o momento, não foram divulgados valores específicos das linhas de crédito nem o cronograma exato de liberação dos recursos. O Planalto informa que novos detalhes serão apresentados em breve, conforme a evolução do cenário comercial com os Estados Unidos.