O senador e pré-candidato Marcos Rogério manifestou preocupação com a tentativa do Governo de Rondônia de avançar, no fim do mandato, com a concessão da Caerd e dos serviços de saneamento básico. A iniciativa envolve cerca de 40 municípios e pode gerar um contrato de até 35 anos. O parlamentar questiona a falta de planejamento, transparência e diálogo ao longo dos últimos oito anos.
Questionamentos sobre o momento da decisão
Marcos Rogério destacou que o tema deveria ter sido debatido com estudos técnicos, prefeitos, vereadores e a população antes do período eleitoral. Ele argumenta que uma concessão dessa magnitude não pode ser tratada como medida de rotina. A decisão, segundo o senador, impactará o estado por mais de três décadas.
O Governo de Rondônia quer avançar com a concessão da Caerd e do saneamento básico justamente no fim do mandato. Estamos falando de uma decisão que pode valer pelos próximos 35 anos e afetar vários municípios. Se esse era um tema tão importante, por que o debate não aconteceu ao longo dos últimos oito anos?
Marcos Rogério
O senador reforçou que não se opõe a investimentos ou modernização dos serviços. No entanto, considera inadequado conduzir uma discussão profunda nesse momento específico. Ele afirma que o governo teve tempo suficiente para apresentar dados sobre tarifas, metas e riscos.
Impactos para os próximos gestores
Marcos Rogério alertou que a concessão pode limitar as ações do próximo governador e dos prefeitos eleitos. Ele defende que a população precisa conhecer os detalhes antes de qualquer assinatura. A falta de diálogo anterior, segundo ele, compromete a legitimidade do processo.
O problema não é discutir concessão. O problema é tentar decidir isso às vésperas de uma eleição que vai escolher o próximo governador. Não é correto deixar o próximo governo e os prefeitos com uma escolha que pode não ser a melhor.
Marcos Rogério
A Caerd opera em diversas regiões de Rondônia e a concessão envolveria também os serviços de água e esgoto. O senador pede que o tema seja tratado com estudos amplos e participação social. Ele considera que 35 anos de operação não cabem em decisões tomadas às pressas.